Assembleia – Marta Caldas

PARA DENTRO QUE CHOVEU

O empurrão era o mais solene da ocasião — atirando as figuras para

dentro das margens do recorte.

   — eis-nos.

 

Consideravam-se proporções finitas fornecendo imagens entre

transmissões antigas e o ensaio da nova entrada. Tinha-lhes sido dada

a medida do recuo e organizavam o interior por intercepções entre a

ordem natural, sugestões e uma grande linha. Não fixavam os sólidos

mas o embate entre tudo o que se cumpre.

Era preciso enumerar de alguma forma aquilo que viam sem erro nos

mantimentos. Tinham decidido começar por hoje uma empatia que

devolvesse a calamidade numa volta sobre si mesmos. Uma miragem

síncrona de um estrabismo sem adeptos e de uma substância mole

colada ao que expõe em ascensão.

Um novo volume ou a clarividência do respectivo lugar repartido por

falas. Pela entrada a desigualdade e a distinção introduzem-se

resultado de uma impressão entre a retina e a luz dando cabo de um

tempo considerável — os movimentos habituais a eclipsarem-se uns

por detrás dos outros.

Começaram pela visita às formas cristalinas da pedra à simetria das

clivagens pictóricas à decifração pela luz. No final do dia, em

anacronismo, a origem infinitamente variável e as proporções da

projecção numa simulação da fraude em assembleia.

 

Douda Correria#103 

Assembleia – Marta Caldas

(capa da autora/ composição por Inês Mateus)

ASSEMBL capa.jpg

 

Lançamento: 15 MAI | 19h | ZDB

Lido e apresentado pela autora, Saguenail, Nuno Moura, Regina Guimarães e Francisca Soares.

https://www.facebook.com/events/308799456675382/

 

marta caldas . 1982 lisboa .

Curso Avançado de Artes Plásticas, Ar.co

Em 2018 expõe Arbusto, na SNBA, Lisboa; 2016 apresenta • , com Raquel Melgue, no Museu Geológico, Lisboa ; 2015 expõe ii, no Projecto O Armário e cimo agrícola
na Galeria Diferença, Lisboa; 2014 expõe doublet. no Museu Geológico e apresenta Elevação . Suspensão . Afinação, com Armanda Duarte, Maria Teresa Silva, Mariana Ramos, Eduardo Peterson e Thierry Simões no espaço Parkour, Lisboa.
Destacam-se ainda a exposição individual a loiça dos mortos, no Museu Geológico, Lisboa (2012); a exposição colectiva fogo pequeno, com Ana Eliseu e Andrea Brandão, na Galeria Diferença, Lisboa (2011); o projecto Desenhador público, com Andrea Brandão, apresentado no espaço The Mews, na Feira de Arte Contemporânea, Lisboa (2010); exposição colectiva Pôr-a-par, Espaço Avenida, 1ºesq, Lisboa (2008). 

Publicou com Regina Guimarães ‘Abecedário Abetardário’ e ‘fotografismos e instantâneos’ (Helastre).

marta caldas.jpg

 

 

 

 

 

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