Cinderela – Lígia Soares

«CINDERELA

Não precisamos de lutar mais pelos nossos direitos.

 

PRÍNCIPE

Coexistimos!

 

CINDERELA

E nem precisamos de alterar os nossos hábitos.

Eu como as batatas.

 

PRÍNCIPE

Eu como a caça.

 

CINDERELA

A última batalha da idade média…

 

PRÍNCIPE

Classe!

 

CINDERELA

Sim, classe, desculpa…

 

PRÍNCIPE

Ganha através do amor!

 

CINDERELA

Um amor político!

 

PRÍNCIPE

Bem representado nos meios diplomáticos.

 

CINDERELA

Todos olharão com espanto e admiração.

Eu continuarei descalça.

Ninguém me vai querer ver calçada, pois não?

 

PRÍNCIPE

Claro que não.

Se te calçares ninguém percebe a mensagem.

 

CINDERELA

Deitarei mais umas nódoas no meu vestido.

Polirei mais os teus galões.

 

PRÍNCIPE

Faz isso.

Nódoas em ti, brilho em mim!»

Douda Correria#84

Cinderela – Lígia Soares

(ilustrações de Mariana Ribeiro Barrote/ composição de Joana Pires)

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Imprensa/ Blog´s

Contra Cenas | por Pedro Mendes | 26.06.2018:

http://contracenas.com/cinderela-de-ligia-soares/

 

 

Cinderela de Lígia Soares no São Luiz Teatro Municipal de 19 a 24 JUN

https://www.facebook.com/events/438440883247433/

 

Lançamento: 19.06.2018 | 22h | São Luiz Teatro Municipal

Apresentação pela autora e Nuno Moura.

https://www.facebook.com/events/215228842420738/

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Fotografia: Madalena Ávila

Lígia Soares/ Douda Correria

https://doudacorreriablog.wordpress.com/tag/ligia-soares/

 

 

Lígia Soares
Coreógrafa e dramaturga portuguesa. Começa o seu trabalho como atriz na companhia de Teatro Sensurround em 1997. Criou desde 2001 mais de 20 peças da sua autoria ou em
colaboração onde relaciona a escrita com a sua experiência em dança. Foi residente da
TanzFabrik-Berlin de 2004 a 2006, em 2008 integra o programa internacional DanceWeb em Viena. Juntamente com Andresa Soares é diretora artística da Máquina Agradável. Entre as suas peças destaca “At The Origins of The Crisis (Berlim,2015), Birds and Wind
(Berlim,2008),”O Homem e o Urso”(Lisboa, 2011), “La Famiglia” (Guimarães, 2012), “Romance” (Porto, 2015), “The Lung” (Lisboa/Roterdão, 2016) e “Turning Backs” (Roterdão, 2017). Em 2015 ganhou o concurso “Transgressões Urbanas” da ArtemRede com a criação de dispositivos cénicos para foyers de teatros. Tem colaborado regularmente com o dramaturgo Miguel Castro Caldas criando “Sabotage” (São Luiz, 2015) e “Se Eu Vivesse Tu Morrias” (Culturgest, 2016). Promoveu vários programas nacionais e internacionais de programação como “Celebração”, Culturgest 2012, “Demimonde na Galeria da Boavista”, 2013, “Meio-Mundo Estrada Fora”, Lisboa/Porto/Madrid/Paris, 2014, “Face a Face”, 2015, Brasília, 2016, Rio de Janeiro. Foi membro do laboratório de escrita para teatro do Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa para o qual escreveu a peça “Civilização”. Prossegue uma pesquisa em como criar dispositivos cénicos inclusivos da presença do espetador como elemento constituinte da dramaturgia do espetáculo, incorporando ou substituindo o próprio papel de performer.
A sua peça “Romance”, de 2015,  foi editada pela Douda Correria.

Lígia S. _foto_ Estelle Valente.JPG

Fotografia: Estelle Valente

 

 

Douda Correria/ Mia Soave no facebook:

https://www.facebook.com/doudascorrerias/

Contacto/Pedidos:

doudacorreria107@gmail.com

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