MAIS DE MIL ANOS – Miguel Cardoso

EXPLICAÇÃO

Fúria é não poder fazer a fala «Eu te amo».
Feliz de ouvir vento.
Feliz às vezes de dormir.
Fúria é estar aqui.

 

douda correria#60

MAIS DE MIL ANOS – Miguel Cardoso

(posfácio de Regina Guimarães / capa de Inês Magalhães / grafismo de Joana Pires)

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Posfácio:

Ó DA CASA
A Leitura Furiosa é um conjunto de encontros meteóricos
entre escritores e pessoas zangadas com os livros
que acontece todos os anos em várias cidades.
Da singularidade desses momentos
– em que, como diz Luiz Rosas,
grande instigador da sua irregularidade,
todos os participantes devem correr o risco
de colocar em perigo algumas certezas e comodidades
– resulta a possibildade de «partilhar o parto» de um texto
e, sobretudo, de experimentar os modos do «escrever com»
pondo o custumeiro «escrever para» em banho maria.

Em MAIS DE MIL ANOS,
o Miguel Cardoso alarga o círculo de partilha
dos textos por ele produzidos em várias edições da Leitura Furiosa.
Sendo o mecanismo da tradução
no sentido de transmutação e de transmissão
uma das compenentes mais importantes
da Leitura Furiosa enquanto experiência de escuta-e-escrita,
os novos sinais
produzidos pela figura do reeditar
noutro espaço e tempo
podem ser encarados,
com razoável e distanciada esperança,
como mais a formulação da pergunta:
ESTÁ AÍ ALGUÉM?

Por outras palavras:
retomando a injução de Ducasse
«a poesia deve ser feita por todos, não por um»
podemos
com razoável e distanciada esperança
procurar nestes textos moradores de leitura e moradas de leitores
que não se esgotam nem na declinação da autoria
nem no lastimoso conceito de público-alvo.
                                                                                        Regina Guimarães

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Imprensa/Blog´s

Jogos Florais/Poesia e crítica | colaborador Miguel Cardoso:

https://jogosflorais.squarespace.com/new-page/

 

Lançamento: 

https://www.facebook.com/events/1586313911442228/

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Fotografias: Vitorino Coragem

 

 

Miguel Cardoso/ Douda Correria:

https://doudacorreriablog.wordpress.com/tag/miguel-cardoso/

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Miguel Cardoso nasceu em Lisboa em 1976, onde vive, escreve, traduz e ensina. Publicou sete livros de poesia: Que se diga que vi como a faca corta (Mariposa Azual, 2010), PLeno Emprego (Douda Correria, 2013), Os engenhos necessários (&etc, 2014), Fruta Feia (Douda Correria, 2014), À barbárie seguem-se os estendais (&etc, 2015(, Víveres (Tinta-da-China, 2016), Mais de mil anos (Douda Correria, 2017).

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Fotografia: Valério Romão

 

 

Douda Correria/ Mia Soave no facebook:

https://www.facebook.com/doudascorrerias/

Contacto/Pedidos:

doudacorreria107@gmail.com

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