Dentro do meu peito você pode cultivar a solidão o ano inteiro – Diego Morais

11 DE SETEMBRO

Lembro que uma senhora trabalhava na minha casa e orava muito. Ela cozinhava orando e às vezes varria a casa lagrimando. Dona Lígia. Nunca esqueço o rosto da dona Lígia. Um rosto de compadecimento com o sofrimento alheio. Uma expressão cansada de esperança num mundo melhor. Eu liguei a televisão. e vi o avião acertando a primeira torre e depois outro detonando a segunda. Ela se ajoelhou de cara pra parede e começou a chorar. Começou a pronunciar palavras em línguas estranhas. Fiquei calado. Acho que a fé da dona Lígia me deixava sem palavras. Sem ter o que dizer. Todos os canais de noticias temiam uma terceira guerra mundial e resolvi me trancar e orar também. Não me ajoelhei. Sentei a bunda na beira da cama e comecei a visualizar com força um mundo melhor. O tempo passou. […]

 

douda correria#52
Dentro do meu peito você pode cultivar a solidão o ano inteiro – Diego Moraes
(prefácio de Mario Bortolotto, capa e grafismo de Joana Pires)

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Imprensa / Blog´s

Hoje Macau | por Paulo José Miranda| 09.05.2017:

https://hojemacau.com.mo/2017/05/09/a-grande-invencao/

 

Observador | por Joana Emídio Marques | 22.04.2017:

http://observador.pt/2017/04/22/neste-abril-a-poesia-e-quem-mais-ordena/

 

Escritores.online – 02.03.2017:

https://escritores.online/diego-morais-douda-correria/  

 

acritica | por Rosiel Mendonça | 02.02.2017:

http://www.acritica.com/channels/entretenimento/news/diego-moraes-lanca-novo-livro-em-portugal-e-critica-fiscais-do-facebook 

Diego Moraes - Dentro... 03.2017.jpg

 

douda correria#20

Um Bar Fecha Dentro da Gente – Diego Moraes

https://doudacorreriablog.wordpress.com/2016/02/04/um-bar-mora-dentro-da-gente-diego-moraes/

 

 

Diego Moraes é um escritor Manauara. Poeta, contista e romancista. Autor dos livros: “A fotografia do meu antigo amor dançando tango” e “A solidão é um deus bêbado dando ré num trator”, publicados pela Bartlebee; “Um bar fecha dentro da gente”, pela editora portuguesa Douda Correria; e “Eu já fui aquele cara que comprava vinte fichas e falava ‘eu te amo’ no orelhão”, pela Corsário-satã, “Meu coração é um bar vazio tocando Belchior” (Editora Penalux) e “Dentro do meu peito você pode cultivar a solidão o ano inteiro” pela Douda Correria.

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