O Martelo – Adelaide Ivánova

a porca

a escrivã é uma pessoa
e está curiosa como são
curiosas as pessoas
pergunta-me por que bebi
tanto não respondi mas sei
que a gente bebe pra morrer
sem ter que morrer muito
pergunta-me por que não
gritei já que não estava
amordaçada não respondi mas sei
que já se nasce com a mordaça
a escrivã de camisa branca
engomada
é excelente funcionária e
datilógrafa me lembra muito
uma música
um animal não lembro qual.

Douda Correria#34 (1ª edição)

O Martelo – Adelaide Ivánova

(capa de Xueh Magrini Troll /  composição por Joana Pires)

2ª edição

https://doudacorreriablog.wordpress.com/2018/02/27/o-martelo-2a-edicao-adelaide-ivanova/

#34.jpg

 

 

Imprensa/Blog´s

Finalista do 3º Prêmio Rio de Literatura/ Poesia – ´O Martelo`:

http://cultural.cesgranrio.org.br/premio-rio-de-literatura/premio-rio-de-literatura-2017/3o-premio-rio-de-literatura-divulga-finalistas-2017/

 

Revista Gueto | 31.01.2018:

https://revistagueto.com/2018/01/31/a-sentenca-poema-de-adelaide-ivanova/

 

Ruido Manifesto | 12.01.2018:

http://ruidomanifesto.org/um-texto-inedito-e-quatro-poemas-de-adelaide-ivanova/

 

GGN | 23.12.2017:

https://jornalggn.com.br/noticia/15-livros-incriveis-lancados-por-mulheres-em-2017

 

I PRÊMIO BAIXO MÉIER DE POESIA | 13.12.2017:

https://oficinaexperimentaldepoesia.wordpress.com/2017/12/16/i-premio-baixo-meier-de-poesia-vencedores-adelaide-ivanova/

https://oficinaexperimentaldepoesia.wordpress.com/2017/12/16/i-premio-baixo-meier-de-poesia-vencedores/

 

Blog Universos Desfeitos | por Henrique Manuel Bento Fialho | 26.10.2017:

http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.pt/2017/10/poesia-para-o-juiz.html 

 

Blog Universos Desfeitos | por Henrique Manuel Bento Fialho | 26.10.2017:

http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.pt/2017/10/um-poema-de-adelaide-ivanova.html

 

Blog modo de usar & co. | 09.2016:

http://revistamododeusar.blogspot.pt/2016/09/adelaide-ivanova_14.html

 

Suplemento de Pernambuco25.03.2016:

#PernambucoLeu: "Quem diria que em 2016 o Brasil estivesse envolto numa bruma de literatura judicial… Nunca fomos tão kafkianos, que o diga a escritora e fotógrafa brasileira radicada na Alemanha Adelaide Ivánova. Seu segundo livro de poemas, O martelo, é uma coleção de textos corrosivos sobre corpos de delito, escrivães curiosas de um mundo amordaçado e delegadas que lembram "janus o rei romano com duas caras". Para Adelaide, o problema da justiça não é bem a cegueira, mas a paralisia, nos fazendo lembrar de que em sua obra anterior, Polaróides, ela advertiu que o problema do inverno não é bem o frio, mas o silêncio. Ou seja: chegue mais perto de algo ou alguém e perceba que seu cadafalso nunca é o mais evidente. Mas antes de ser uma arma em busca de sua presa, O martelo de Adelaide Ivánova é sobretudo um "mecanismo de defesa", como afirma o poema batizado justamente por essa expressão: "passo frio/ na sua cama/ de propósito/ em sublimação/ para desfilar/ a carne/ da qual não te serves/ em negação".", por @schneidercarpe #poesia #leiamulheres #instalivros #instabook #literatura

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Jornal do Commercio |16.02.2016:

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/literatura/noticia/2016/02/16/adelaide-ivanova-lanca-novo-livro-de-poemas-por-editora-portuguesa-221182.php

 

Suplemento de Pernambuco |por Schneider Carpeggiani |  12.02.2016:

http://www.suplementopernambuco.com.br/entrevistas/1544-um-livro-como-se-fosse-uma-mordida.html

 

Blog modo de usar & co. | 02.2016:

http://revistamododeusar.blogspot.pt/2016/02/tres-poemas-de-o-martelo-de-adelaide.html

 

Três poemas de “O Martelo”, de Adelaide Ivánova

A poeta e fotógrafa brasileira Adelaide Ivánova acaba de ter lançada em Portugal sua segunda coletânea de poemas, O Martelo (Lisboa: Douda Correria, 2016). Abaixo, três poemas do livro, que pode ser encomendado na página da editora portuguesa.

Resenha no suplemento de Pernambuco

suplemento pernanbunco

 

 

Leituras Doudas:

Noite Doudona 1- Nuno Moura lê Adelaide Ivanóva

Noite Doudona 2-Nuno Moura lê Adelaide Ivanóva

Noite Doudona 3-Nuno Moura lê Adelaide Ivanóva

 

Adelaide Ivánova (1982, Recife) é uma jornalista e ativista brasileira trabalhando como poeta, fotógrafa, tradutora e editora. Estudou Jornalismo na Universidade Católica de Pernambuco e Fotografia na Ostkreuzschule, em Berlim. Publicou três livros – “autotomy (…)” (Pingado-Prés, 2014), “Polaróides” (Cesárea Editora, 2014) e “O martelo” (Douda Correria, 2016; Edições Garupa, 2017). Edita o zine anarcofeminista “MAIS PORNÔ, PVFR!”. Participa de antologias, performances e exposições no Brasil e no exterior. Traduziu, entre outros, Ingeborg Bachmann, Hans Magnus Enzensberger e Paul Celan. Em 2017 faz parte da programação de festivais como FLIP (Paraty, Brasil) e Latinale (Berlim, Alemanha). Vive e trabalha entre Berlim e Colônia.

Angélica Freitas foto Pedro Pinho.jpg

Fotografia: Pedro Pinho

 

Douda Correria/ Mia Soave no facebook:

https://www.facebook.com/doudascorrerias/

Contacto/Pedidos:

doudacorreria107@gmail.com

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