O Engenhoso Libertário – Jesús Lizano

O nada
O nada é o carteiro vegetal,

a clínica encerrada e misteriosa,

o tacto diluído que repousa,

o gozo do dilúvio universal.
A tarde do estio mineral

que salta envolta no mundo, ela é a fossa

onde tudo sonha, furiosa,

esfumado tudo, eterno sal.
O nada é a ebriedade de estar perdido,

o abandono da geometria,

cisne da fronteira devorada.
Humana pedra, lago convertido

em solidão, a máquina vazia.

Tudo dilucidado: isso é o nada.

 

douda correria#26
O Engenhoso Libertário – Jesús Lizano – Antologia
(Tradução, organização e prefácio por Carlos d´Abreu / fotografia de Paula Machado / capa e composição por Joana Pires)

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